Quais são os estilos de mediação?

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Em meus estudos pela mediação me deparei com a seguinte pergunta: “Qual seu estilo de mediação”? e então a comunicação não verbal falou alto… a cara de dúvida 🤔

Foi então que conheci os estilos de mediação: facilitadora, avaliativa, narrativa, transformativa.

A mediação facilitadora também conhecida como método tradicional, é utilizada no modelo negocial de Harvard em que o procedimento da mediação é estruturado em 5 fases: abertura do Mediador, escuta das partes (abertura das partes – sessão conjunta), caucus (sessões privadas), negociação e encerramento (fase do acordo – para alguns autores). Nesse estilo os mediadores facilitadores não emitem opinião de qualquer natureza, dão protagonismo às partes e acreditam elas podem chegar a acordo em conformidade com seus interesses se tiverem informação, tempo e apoio suficientes.

Na mediação avaliativa, como o próprio nome sugere, o mediador tem liberdade de dar sugestões sobre a solução mais adequada baseando-se em uma possível previsão de como o conflito se desenrolaria em um tribunal. Nesse modelo o intuito é alcançar um acordo entre as partes, com foco no resultado, e não no interesse de cada parte.

A mediação narrativa circular tem como ponto de partida que todas as pessoas vivem através de histórias e discursos, ou seja, a formação é construída por meio das relações. Por isso, não assume que as pessoas são intrinsecamente agressivas, frágeis, boas, ou depressivas, mas que desenvolvem esses comportamentos. Por meio da escuta dual das histórias das partes, busca-se uma ressignificação destas. Assim, o objetivo é o de encontrar a resolução na construção de uma nova história.

O modelo de mediação transformativa, também recebe o nome de modelo transformativo de Bush e Folger, tem como foco restabelecer a relação para depois, se for o caso, buscar solucionar o conflito através do empoderamento das partes e reconhecimento de necessidades e interesses mútuos. O mediador serve apenas como um facilitador da conversa, não influindo no resultado ou na decisão. O objetivo dessa abordagem é transformar a relação entre as partes, diferindo, nesse aspecto, do modelo tradicional-linear de Harvard, pois não visa somente ao acordo, mas foca na transformação das relações.

O autor Luís Alberto Waratt traz ainda a mediação Warattiana:  um tipo de mediação cujo proponente  em que a finalidade é trabalhar o amor, o que torna essa modalidade de mediação um tanto especial. Seu objetivo não é, assim, alcançar necessariamente um acordo, mas a construção da diferença e da alteridade entre as partes. Dessa maneira, ela busca que os litigantes reconheçam o amor um pelo outro. Outro nome dado a esse tipo de mediação é Terapia do Amor Mediado (TAM). Sua proposta é desenvolver o amor e a sensibilidade como formas de mediação e também como sentimentos que podem ser aplicados ao longo do processo judicial.

Depois de longos estudos cheguei a conclusão que sou uma mediadora da abordagem “caixa de ferramentas” –  alguns mediadores trabalham apenas com um dos estilos de mediação. Outros, como eu,  utilizam os diversos estilos de mediação como ferramentas específicas e aplicam o estilo de acordo com o contexto.

Agora que você conheceu alguns dos estilos de mediação, qual o seu estilo?

 

Tathyana Gomide

CEO da MEDIEI, Mediadora Judicial e Extrajudicial, Advogada

 

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